BITCOIN: Será que temos a confirmação do estouro da Bolha? – Youtrading

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BITCOIN: Será que temos a confirmação do estouro da Bolha?

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6 meses após atingir seu pico de valorização de US$ 20 mil, o Bitcoin despencou 70%. Alguns analistas já falam em “estouro da bolha”. Uma postura mais criteriosa das autoridades financeiras e ceticismo podem ter derrubado a cotação. A desconfiança do mercado financeiro também pode ter ajudado no seu derretimento. O fato é que foi muita euforia dos investidores levando seu preço às alturas.

Soma-se ao cenário, a desconfiança levantada por acadêmicos e firmas de análise de mercado, de que a guinada do bitcoin foi sustentada artificialmente por um esquema quase tão complexo quanto as próprias moedas digitais, criado por uma das maiores “casas de câmbio” dessa área. A valorização do bitcoin, que só no ano passado disparou mais de 1.000%, acendeu o sinal vermelho para a formação de uma bolha especulativa. Se 2017 foi um ano de crescimento astronômico para o bitcoin, o mesmo não ocorre em 2018. Desde o começo do ano, a moeda virtual já caiu 54%.

Ceticismo

As investidas de órgãos de controle financeiras atingem em cheio uma das principais peculiaridades do bitcoin: a de não estar sob a supervisão de nenhuma autoridade financeira. Só que os investimentos feitos em moedas criptográficas que seguiram o rastro do bitcoin entraram de vez na mira de reguladores do mercado. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu que fundos invistam em criptomoedas.

A SEC, equivalente à CVM para os Estados Unidos, revelou em março ter aberto investigações sobre ofertas públicas iniciais de moedas virtuais, as ICOs. Elas são vendas de fatias de um determinado negócio. Só que, em vez de ações, os compradores adquirem novas moedas virtuais, geradas apenas para aquela transação.

Outra pedra no caminho do bitcoin é o aumento das suspeitas de que o preço só subiu porque uma das maiores “corretoras” de criptomoeda manipulou o mercado. Essa corretora teria passado a encontrar dificuldade de achar bancos que gerissem suas contas correntes. Por isso, inventou o Tether, que, segundo promete, equivale a US$ 1. Assim, à medida que alguém usava US$ 1 para comprar alguma criptomoeda nesta corretora, um Tether era emitido. Dessa forma, o Tether, que não é uma moeda criptográfica, mas, sim, uma “ficha” digital funciona, na prática, como uma nota promissória de dólar. Só que o Tether passou a ser aceito por outras corretoras, também impedidas de trabalhar com dólares por não ter conta em banco. A ideia é que a troca de Tether por dólares possa ser feito a qualquer momento, mas os fundos para cobrir a quantidade de Tether em circulação nunca foi comprovada.

Pesquisadores da Universidade do Texas descreveram em um estudo que as movimentações de Tether responderam por até 50% da valorização do bitcoin nos 12 meses anteriores a março de 2018. O professor John Griffin e a pós-graduanda Amin Shams estimam que, sem a circulação de Tether nesse período, o bitcoin valeria cerca de US$ 4,1 mil em março de 2018 – na época, porém, era vendida a US$ 7 mil.

Normalização

Os especialistas não descartam que a queda foi substancial, mas a encaram como uma tentativa do mercado de trazer sua cotação para um patamar mais sustentável. Previsões de preços são sempre muito difíceis, mas esse é mais ou menos o patamar para os mineradores ficarem no zero a zerou ou minimamente rentáveis. Não é um piso, mas é um indicador do que poderia ser algo mais saudável.

Mineradores são as pessoas que cedem a capacidade de seus computadores para que as transações de bitcoin sejam realizadas. Como a transferência de moedas requer a realização cálculos matemáticos complexos, é necessário o uso de processadores potentes para decifrá-los. Em troca, os mineradores recebem algumas moedas de tempos em tempos. Só que, como manter essas máquinas custa caso, principalmente com a energia para que funcionem e fiquem resfriadas, os mineradores podem acabar tendo de operar no vermelho caso o preço do bitcoin caia muito.

Fonte de pesquisa: globo.com

 

Rodrigo Rebecchi

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