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A próxima crise financeira global pode acontecer em 2020, alerta o Banco JPMorgan

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A próxima crise financeira global poderá começar em 2020, de acordo com o relatório de 186 páginas – “10 anos depois da crise financeira” – do banco de investimento JPMorgan, enviado aos clientes em setembro passado.

No report, os analistas dizem que a recessão que poderá começar daqui a dois anos poderá ter um impacto menor do que o crash de 2008, que afundou os mercados globais e foi descrito como a pior da história.

O relatório do banco de investimento prevê que as ações americanas possam cair 20%, bem abaixo da queda de 54% no índice S&P 500, uma década atrás.

Se a “grande correção” acontecer, de acordo com os analistas do banco americano, quedas maiores poderiam ocorrer nos preços de energia, no valor de metais básicos e no mercado de ações de países emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China.

Os estrategistas do JPMorgan, John Normand e Federico Manicardi descreveram esse cenário como “provavelmente não tão preocupante” em relação à média das crises anteriores, de acordo com um relatório da Bloomberg sobre o report.

O modelo do JPMorgan calcula os resultados com base na duração da expansão econômica, na potencial duração da próxima recessão, no grau de alavancagem, no valuation dos ativos e no nível de desregulamentação e inovação financeira antes da crise.

Outro analista do banco, Marko Kolanovic – Doutor em Física Teórica, prevê que a próxima crise financeira pode começar com “flash crashs” – sell-offs repentinos causados por algoritmos de negociação.

“Basicamente, no momento atual, temos grandes conglomerados de investidores que negociam puramente de forma mecânica”, disse Kolanovic. “Eles vendem de acordo com certos sinais e não atuam, necessariamente, de acordo com o desenvolvimento fundamentalista, como alta no VIX, ou mudança na correlação entre os bonds e o mercado de ações, ou mesmo dos preços dos ativos. Isso quer dizer que se o mercado cair 2%, eles precisam vender. ”

Essa “grande crise de liquidez”, como descrita por Kolanovic, pode exigir que os bancos centrais atuem para prevenir uma espiral negativa até a recessão.

“De repente, todos os fundos de pensão nos EUA podem ficar severamente subfinanciado, os investidores de varejo entram em pânico e vendem, enquanto os consumidores param de consumir”, disse Kolanovic. “Se tivermos uma crise severa, como poderíamos parar esse círculo vicioso e a onda negativa? Talvez estimulando a economia cortando ainda mais os impostos, talvez até trazer as taxas para um território negativo. Acho provável atuação direta do Banco Central nos preços dos ativos, talvez em títulos públicos, crédito, até mesmo no mercado de ações se eles estiverem muito preocupados”.

“A próxima crise, possivelmente, resultará em tensões sociais similares aquelas que tivemos há 50 anos, em 1968”, pontua Kolanovic.

A mais recente previsão de recessão veio do governador do Banco Central Inglês (BoE), Mark Carney, que alertou caso não haja uma negociação para o Brexit, uma crise financeira pior que o crash de 2008 poderá acontecer. O Reino Unido deve deixar a União Europeia no dia 29 março de 2019.

Fontes: JPMorgan, Bloomberg, BoE, CNBC.

 

Anderson Alves

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