3 DICAS para Operar CFDs (Contratos por Diferença) – Youtrading

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3 DICAS para Operar CFDs (Contratos por Diferença)

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Os Contratos Por Diferença (CFDs) são versáteis e nos últimos anos facilitaram o acesso dos investidores de varejo aos mercados globais. Esses derivativos podem oferecer potencial de altos retornos, mas também pode implicar grandes riscos.

Há alguns aspectos fundamentais que todo investidor iniciante deve estar ciente antes de começar a operar CFDs. Gestão de risco e plano operacional devem fazer parte da vida de todo trader ao operar estes contratos derivativos alavancados. A maioria dos iniciantes começa já abrindo uma conta, depositando o valor de margem mínimo exigido por uma corretora e já opera os ativos oferecidos como: Moedas (FX), Índices, ETFs, Commodities, Ações, Taxa de Juros e até mesmo Criptomoedas.

Um investidor/trader experiente sabe que o acesso a este vasto mix de ativos pode não significar necessariamente sucesso, mas sim, que se pode tirar proveito desses mercados com mais facilidade. Olhando para os ativos e os mercados como ferramentas e não como esquemas de enriquecimento ou apostas.

O gerenciamento de risco utilizado por traders de varejo só existe em sua própria bolha, ou seja, nenhum participante profissional toma risco da maneira que uma pessoa física, e um dos fatores da alta taxa de “mortalidade” do varejo é devido à negligência às medidas de risco no operacional.

 

“A responsabilidade primária da gestão de risco é pautar os riscos do portfólio que uma instituição está tomando em determinado momento, e os riscos que ela poderá tomar no futuro. Seus gestores devem decidir se os riscos são aceitáveis e, se não o forem, quais ações deverão ser tomadas. ”

– Livro “Risk Management and Financial Institutions”. 5ª Edição. John Hull.

 

Além do fato de que no Brasil muita gente ainda confunde o acesso ao mercado internacional como sendo apenas o mercado de moedas, o Forex. Muitos instrutores também tratam do acesso ao mercado internacional: “forex”. Fica a impressão que só existe um mercado e só se opera moedas. Assim, o iniciante acaba perdendo todo o potencial que essas ferramentas, os CFDs, podem oferecer devido o acesso mercado global com certa simplicidade.

Aqui vão dicas importantes para utilizar esses instrumentos.

 

1 – Entenda o que você vai fazer. Crie experiência.

 

Os dados são cruéis: cerca de 70% dos traders de varejo perdem todo o capital. Muitos acabam perdendo a conta de investimento/especulação diversas vezes. “Quebram a conta” por não entenderem o básico dos mercados, dos riscos e de finanças.

A dica aqui é para resistir à tentação de sair “clicando”, abrindo operações, sem ao menos entender o que está fazendo. Principalmente quando se trata de contratos derivativos como os CFDs. O trader precisa resistir à tentação e investir o tempo que for necessário para aprender a operar e gerenciar os trades e conta antes de colocar dinheiro real em risco.

No mercado, não existe espaço para amadores e desinformados. São esses que vão perder quase, senão todo seu capital se aventurando em uma área dominada por traders e investidores institucionais experientes e altamente capacitados para tomar riscos. As histórias mais comuns são aquelas dos traders de varejo perdedores que sempre culpam os professores de mercado, as instituições de ensino, os vendedores de estratégias, as corretoras, os outros participantes do mercado, enfim, todos são culpados, menos ele, pela falta de capacitação e experiência.

 

2 – Aprenda a operar comprado e vendido

Uma das grandes vantagens de se operar os CFDs é que o trader pode criar exposição comprada e vendida em todos os ativos, de todos os mercados que a corretora oferece. Ainda hoje, muitos iniciantes só pensam em montar posição comprada, ou até mesmo criam vícios operando apenas em uma ponta: só abre uma posição comprada ou só entra vendido.

– Operar comprado (long): Significa utilizar uma ordem de compra ao abrir uma operação. Operar comprado implica na expectativa da alta de um ativo. Para zerar essa posição, uma ordem de venda deve ser apregoada (pendurada) ou executada à mercado.

Exemplo: Um trader acredita que as reformas estruturais serão aprovadas pelo Congresso Brasileiro, e dado a atual conjuntura e expectativas, ele decide ter exposição comprada no Índice de Ações, Ibovespa. Ele pode usar o CFD do Índice Ibovespa – BRA50.

 

– Preço de entrada comprando à mercado: 86.000 pontos

– Preço de saída executando uma ordem de venda: 88.000 pontos

– Lucro em pontos da operação comprada: 2.000 pontos

 

– Operar vendido (short): Significa utilizar uma ordem de venda ao abrir uma operação. Com os derivativos, nesse caso em especial, um CFD, operar vendido é muito simples, não requer nenhum tratamento especial como em mercados à vista (de ações, por exemplo).

Ao iniciar uma operação na ponta vendedora, o trader estará operando na expectativa da queda de um ativo. Para zerar essa posição, o trader deverá executar uma ordem contrária, ou seja, comprar o ativo.

Exemplo: Com as recentes altas nas taxas de juros estruturais americanas, atual conjuntura dos mercados americanos e internacionais, o trader decide tomar uma exposição em uma possível onda de incerteza nos mercados americano e globais, ele pode operar vendido no Índice S&P 500 utilizando um CFD: US500.

– Preço de entrada na posição vendida: 2900 pontos

– Preço de saída:  2600 pontos

– Lucro em pontos da operação vendida: 300 pontos

 

3 – Conheça os detalhes e os riscos dos mercados e seus ativos antes de operar

Abrir uma posição comprada ou vendida pode parecer simples, e de fato é, em termos operacionais. Só que o processo de tomada de decisão, incluindo as expectativas e seus riscos, deve ser bem estudado, e não pode conter muitos componentes subjetivos como crença em algum indicador, ou mesmo análise.

Muitas corretoras de CFDs oferecem uma plataforma para centralizar as operações de todos os contratos. Só que antes de operar um ativo de um mercado, o trader precisa conhecer o horário de funcionamento, as especificações dos contratos, ambiente de negociação, e ter plena noção de que se está operando um contrato derivativo, portanto, existe um ativo subjacente sendo negociado em outro ambiente.

O trader deve buscar sua corretora para entender todos detalhes dos CFDs que ela oferece, níveis de liquidez, alavancagem e os horários em que eles estão disponíveis para negociação. Pontos básicos para lembrar são:

  • Os preços dos CFDs são baseados no valor de seus ativos subjacentes. Na prática, uma corretora dispõe de uma cotação em sua plataforma, e essa cotação é baseada no preço do ativo negociado em outro ambiente. Por exemplo, o CFD do Índice Ibovespa, BRA50, é baseado na cotação de seu ativo subjacente, o minicontrato de Índice Ibovespa negociado na bolsa brasileira, a B3.
  • As cotações dos CFDs podem variar de corretora para corretora, bem como as características de cada contrato, horário de negócio, margem mínima e spread (diferença entre o preço de compra e venda).

Quando se trata de ativos alavancados, a gestão de risco é fundamental para o bem-estar da conta do trader.

Ao começar a operar os CFDs, muitos operadores iniciantes acabam julgando que conhecer os pontos de entrada e saída é a chave para o sucesso, mas esse aspecto é secundário quando comparado com a preservação do capital – sem capital, nenhum trader poderá operar, não importa o quão bom seja um sinal de entrada. Alguns pontos importantes para se considerar sobre risco:

  • Saiba como trabalhar com a alavancagem: O tamanho da alavancagem deve seguir um plano de risco rigoroso, acompanhando sempre o capital disponível em conta de investimento em renda variável. Os níveis de alavancagem dos CFDs vão de 3 até 500x, dependendo do perfil do cliente, da análise e sede da corretora. O trader pode alavancar uma posição, se assim desejar, e trabalhar com níveis menores em outras posições, sempre observando os limites de riscos da conta.
  • No começo, não fique com muitas opções abertas: O trader deve controlar sua exposição aos mercados. Muitos começam com conta pequena e abrem diversas ordens com exposição variada sem o devido tratamento. Isso é um grande erro. Montar um portfólio em renda variável exige experiência e conhecimento, principalmente, quando se trata de posições alavancadas em CFDs.
  • Conheça as condições para sair de uma posição antes de abri-la: O operador deve conhecer os custos operacionais, os níveis de risco atuais para planejar a saída ao tomar uma posição em um ativo.
  • Não tome sua projeção de saída como um ponto exato para zerar uma posição: O trader precisa operar de forma realista com os pés no chão, monitorando os mercados, as condições do mercado e da sua operação, para decidir zerar uma posição. Os níveis de lucro (profit) e prejuízo (loss) devem ser planejados, mas se toda a condição do mercado mudar, o operador deverá tomar medidas para minimizar o risco, em caso de lucro, analisar se vale a pena segurar ou aumentar a posição.

 

Anderson Alves

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